segunda-feira, 4 de agosto de 2008

dinheiro

escrevo mal sobre o dinheiro

vilependio-o por vezes, merecidamente.

Mas na verdade não o desprezo,

regulo-o.

como o escárnio modera a indecência,

reduzindo-o

à utilidade pública,

à tolerância,

ao aleatório democrático,

ou como seiva  num pau seco,

granjeando renascença,

na morte predestinada.

o dinheiro, tão pouco poético,

mas emérito utilitário.

Constantino Mendes Alves

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