quinta-feira, 24 de julho de 2008

novo dinheiro

o novo dinheiro cheira indecentemente a vazio,

do nada pode-se fazer a Terra prometida,

pode-se inventar um dicionário,

fazer um  filho, pode-se

semear uma árvore da sabedoria,

escrever um hino idolatrado,

mas cheira sempre  a dinheiro, vazio,

este novo que chega a Portugal inteiro,

como clásula obrigacionista,

para um país "verdadeiro",

sem Deus, diabo e vigarista.

dinheiro, pois então, não fundamentalista,

uma graça que atenua o credo,

mas que não seja tão novo,

tão humanamente esotérico.

de plástico, incrédulo.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Millenium Seed Bank: tesouros vivos no maior banco de sementes do mundo

 

Millenium Seed

Jonas Mueller, do departamento de Conservação do MSB, diz ao Ciência Hoje que toda a vida na terra depende das plantas

:: 2008-07-17 Por Marta F. Reis

O trabalho no MSB envolve centenas de investigadores e voluntários de todo o mundo. Créditos: MSB e W. Stuppy.

Nos corredores há prateleiras com milhares de boiões de vidro, com grãos de todas cores, tamanhos e formas estranhas. No maior banco do mundo de sementes, as tradicionais preocupações de uma caixa-forte dão lugar a procedimentos rigorosos de identificação e catalogação de espécimes, técnicas de secagem e climatização precisas e a uma missão muito específica – conservar o maior número de espécies selvagens possível em condições que, mesmo que passem anos, estas sejam capazes de germinar.

Bank: tesouros vivos no maior banco de sementes do mundo

publicado no Ciência Hoje

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=26859

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O óleo que deita fora pode ser mais perigoso do que imagina‏

Talvez não saiba, mas o óleo alimentar que já não serve para si pode ainda ajudar muita gente. Em vez de o deitar fora, entregue-o nos restaurantes aderentes para que este seja recolhido. Além de diminuir a poluição do planeta, cada litro de óleo será transformado num donativo para ajudar a AMI na luta contra a exclusão social. Dê, vai ver que não dói nada.

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Para participar neste projecto da AMI:

- Junte o óleo alimentar que usa na sua cozinha numa garrafa de plástico e entregue-a quando estiver cheia num dos restaurantes aderentes. Os restaurantes estão identificados e a lista completa está disponível em www.ami.org.pt;

- Afixe cartazes no comércio da sua localidade e distribua folhetos nas caixas de correio. Solicite materiais, enviando um e-mail para reciclagem@ami.org.pt;

- Divulgue esta informação no seu site ou blog;

- Encaminhe este e-mail para a sua lista de contactos.

Press release:

Pela primeira vez, vai passar a existir em Portugal, uma resposta de âmbito nacional para o destino dos óleos alimentares usados. A partir de dia 15 de Julho, a AMI lança ao público este projecto que conta já com a participação de milhares de restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.

A AMI dá com este projecto continuidade à sua aposta no sector do ambiente, como forma de actuar preventivamente sobre a degradação ambiental e sobre as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento das catástrofes humanitárias e pela morte de 13 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Os cidadãos que queiram entregar os óleos alimentares usados, poderão fazê-lo a partir de agora. Para tal, poderão fazer a entrega numa garrafa fechada, dirigindo-se a um dos restaurantes aderentes, que se encontram identificados e cuja listagem poderá ser consultada no site www.ami.org.pt.

Os estabelecimentos que pretendam aderir, recebendo recipientes próprios para a deposição dos óleos alimentares usados, deverão telefonar gratuitamente para o número 800 299 300.

Este novo projecto ambiental da AMI permitirá evitar a contaminação das águas residuais, que acontece quando o resíduo é despejado na rede pública de esgotos, e a deposição do óleo em aterro. Os óleos alimentares usados poderão assim ser transformados em biodiesel, fornecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis, e contribuindo desta forma para reduzir as emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE). Ao contrário do que por vezes acontece com o biodiesel de produção agrícola, esta forma de produção não implica a desflorestação nem a afectação de terrenos, nem concorre com o mercado da alimentação.

São produzidos todos os anos em Portugal, 120 milhões de litros de óleos alimentares usados, quantidade suficiente para fabricar 170 milhões de litros de biodiesel. Este valor corresponde ao gasóleo produzido com 60 milhões de litros de petróleo, ou seja, o equivalente a cerca de 0,5% do total das importações anuais portuguesas deste combustível fóssil. A AMI dá assim a sua contribuição para favorecer a independência energética do país, conseguindo atingir este objectivo de forma sustentável e com uma visão de longo prazo, não comprometendo outros recursos igualmente fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e para o bem-estar da população.

Segundo a União Europeia, o futuro do sector energético deverá passar pela redução de 20% das emissões de GEE até 2020, assim como por uma meta de 20% para a utilização de energias renováveis. Refere ainda uma aposta clara na utilização dos biocombustíveis, que deverão representar no mínimo 10% dos combustíveis utilizados.

A UE determina ainda que os Estados-Membros deverão assegurar a incorporação de 5,75% de biocombustíveis em toda a gasolina e gasóleo utilizados nos transportes até final de 2010 e o Governo anunciou, em Janeiro de 2007, uma meta de 10% de incorporação de biocombustíveis na gasolina e gasóleo, para 2010.

As receitas angariadas pela AMI com a valorização dos óleos alimentares usados serão aplicadas no financiamento das Equipas de Rua que fazem acompanhamento social e psicológico aos sem-abrigo, visando a melhoria da sua qualidade de vida.

Fundação AMI
Rua José do Patrocínio, 49 | 1949-008 Lisboa | Tel. 218 362 100 | Fax 218 362 199
E-Mail: reciclagem@ami.org.pt | Internet: www.ami.org.pt

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Campanha 70% de redução dos gases de efeito de estufa em 2030!

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Sabias que para que este objectivo seja alcançado necessitamos apenas de ocupar 500km2 de painéis foto-voltaicos, utilizando os desertos do planeta, produzindo electricidade suficiente,

para substituir os gases referidos?

Tarefa gigantesca? Nem por isso, não terá sido mais complicado erigir as pirâmides do Antigo Egipto?

É por certo "apenas" um problema político. Fica atento às notícias!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Verão

 

 

Verão,

em todas as bocas

uma palavra recheada,

de campos ensolarados

e de frutos exarcebados,

plenos da sexualidade soberba,

o céu, distinto azul em liberdade.

 

Embora Verão verdade há no homem humanidade

um precalço,

a mentira,

essa repetida novidade,

a inconsequência na partilha.

Verão à janela

ver os pêssegos maduros

e só um cavalheiro os leva,

por dinheiro