Verão,
em todas as bocas
uma palavra recheada,
de campos ensolarados
e de frutos exarcebados,
plenos da sexualidade soberba,
o céu, distinto azul em liberdade.
Embora Verão verdade há no homem humanidade
um precalço,
a mentira,
essa repetida novidade,
a inconsequência na partilha.
Verão à janela
ver os pêssegos maduros
e só um cavalheiro os leva,
por dinheiro
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