quinta-feira, 24 de julho de 2008

novo dinheiro

o novo dinheiro cheira indecentemente a vazio,

do nada pode-se fazer a Terra prometida,

pode-se inventar um dicionário,

fazer um  filho, pode-se

semear uma árvore da sabedoria,

escrever um hino idolatrado,

mas cheira sempre  a dinheiro, vazio,

este novo que chega a Portugal inteiro,

como clásula obrigacionista,

para um país "verdadeiro",

sem Deus, diabo e vigarista.

dinheiro, pois então, não fundamentalista,

uma graça que atenua o credo,

mas que não seja tão novo,

tão humanamente esotérico.

de plástico, incrédulo.

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