o novo dinheiro cheira indecentemente a vazio,
do nada pode-se fazer a Terra prometida,
pode-se inventar um dicionário,
fazer um filho, pode-se
semear uma árvore da sabedoria,
escrever um hino idolatrado,
mas cheira sempre a dinheiro, vazio,
este novo que chega a Portugal inteiro,
como clásula obrigacionista,
para um país "verdadeiro",
sem Deus, diabo e vigarista.
dinheiro, pois então, não fundamentalista,
uma graça que atenua o credo,
mas que não seja tão novo,
tão humanamente esotérico.
de plástico, incrédulo.
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